Back to Home
Global B2B GroupGlobal B2B GroupGlobal B2B Group
Tarifas de importação de frutas e hortaliças: 16 mercados
Suprimento para importadores · Tarifas de frutas e hortaliças

Tarifas de importação e requisitos de entrada para frutas e hortaliças frescas: 16 mercados

Como encontrar o imposto da sua linha tarifária exata, quais regras fitossanitárias, de segurança dos alimentos e de rotulagem se aplicam e onde conferir cada uma — para Japão, Coreia, China, Índia, Singapura, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, União Europeia (Alemanha, França, Espanha, Itália), Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, México e Brasil.

Elaborado pela equipe de projetos da Global B2B Group · Publicado em · Última revisão · Escopo: Dezesseis mercados de destino — Japão, Coreia do Sul, China (continental), Índia, Singapura, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Alemanha, França, Espanha e Itália (em uma seção da UE), Reino Unido (Grã-Bretanha), Estados Unidos, Canadá, México e Brasil —, somente para frutas e hortaliças frescas. Páginas oficiais consultadas em 25 de outubro de 2026.

Também disponível em: English · 日本語 · 한국어 · 简体中文 · हिन्दी · العربية · Español · Français · Deutsch · Italiano · Русский

Esta edição é uma tradução do guia em inglês, cujas fontes oficiais foram consultadas em 25 de outubro de 2026. Ela aguarda revisão por falantes nativos e revisão regulatória; se a redação divergir, prevalecem a edição em inglês e as fontes oficiais.

Como encontro o imposto de importação de frutas ou hortaliças frescas?

Classifique o produto primeiro: hortaliças frescas ficam no capítulo 07 do SH e frutas frescas no capítulo 08, mas só os seis primeiros dígitos são comuns internacionalmente — cada mercado acrescenta seus próprios dígitos nacionais, e o imposto pertence a essa linha nacional completa. Depois consulte a linha na tarifa oficial do destino para sua origem e data de importação: uma alíquota preferencial menor só se aplica se a mercadoria cumprir as regras de origem do acordo comercial e você tiver a prova exigida. O imposto de importação é separado do IVA ou GST e das regras fitossanitárias, de segurança dos alimentos e de rotulagem tratadas mercado a mercado abaixo. Não citamos alíquotas, exceto duas declarações gerais feitas pelas próprias páginas oficiais. A Global B2B Group é um serviço de suprimento do lado do comprador: gratuito para compradores, para programas a partir de USD 250,000 por ano ou safra, e nossa equipe cuida da comunicação com os fornecedores em seu nome.

O método: cinco verificações antes de um valor de imposto fazer sentido

Todos os mercados abaixo seguem a mesma ordem. Fazer as verificações nessa ordem evita a surpresa mais comum — uma cotação baseada na linha tarifária errada ou em uma preferência à qual o embarque não tem direito.

  • Produto e condição — fresco ou refrigerado, inteiro ou cortado, e a espécie ou variedade exata. Produtos cortados, descascados, congelados ou secos costumam passar para outras linhas e, em alguns mercados, para as regras de alimentos processados.
  • Linha tarifária nacional — o código SH de seis dígitos mais os dígitos próprios do destino (8, 9, 10 ou 12, conforme o mercado). Use a tarifa do destino, não a do exportador.
  • Origem e preferência — se um acordo comercial se aplica a essa origem, se o produto cumpre as regras de origem e qual prova de origem o importador precisa ter.
  • Data — alguns mercados dividem as linhas de frutas por período de importação, e a UE aplica um sistema de preços de entrada a certas frutas e hortaliças; a data de importação muda o resultado.
  • Tudo o que não é imposto de importação — IVA ou GST, documentos fitossanitários, registro ou notificação sanitária, padrões de comercialização e rótulos.
  • Confira e confirme: o WTO Tariff & Trade Data e o ITC Market Access Map mostram tarifas de vários mercados, mas a declaração usa a tarifa oficial do destino — confirme a linha final com seu despachante aduaneiro.

Os 16 mercados em resumo: onde olhar primeiro

Use esta tabela para abrir a ferramenta oficial certa de cada mercado. As seções seguintes explicam o que cada uma cobre e o que não conseguimos confirmar.

Ferramentas oficiais para importar frutas e hortaliças frescas, por mercado (consultadas em 25 de outubro de 2026)
MercadoConsulta tarifáriaSanidade vegetalSegurança dos alimentos / importador
JapãoTarifa da Alfândega do Japão (código estatístico de 9 dígitos)Estação de Proteção Vegetal do MAFF — base de condições de importaçãoNotificação de importação ao MHLW a cada embarque
Coreia do SulKCS Tariff D/B (SH de 10 dígitos)APQA — combinações produto–origem permitidasMFDS — registro de instalação estrangeira e declaração de importação
ChinaConsulta tarifária oficial não aberta nesta revisão — confirme com seu despachanteCatálogo de acesso de frutas frescas da GACC, protocolos, licença de quarentenaRegras de registro da GACC (Ordem n.º 280; Anúncio 2025 n.º 219)
ÍndiaTarifa oficial não aberta nesta revisão — confirme com seu despachantePáginas de quarentena vegetal não abertas nesta revisãoLicença central da FSSAI; desembaraço FICS ligado ao ICEGATE
SingapuraAlimentos não são tributáveis (Alfândega de Singapura); pode haver GSTSFA — regras de frutas e hortaliças frescasLicença e permissão de importação da SFA
EAUTarifa aduaneira central da ICP (até 12 dígitos)MOCCAE — liberação de produtos agrícolasMunicípio de Dubai — registro de alimentos e avaliação de rótulos
Arábia SauditaTarifas integradas da ZATCA (CCG, 12 dígitos)Condições de desembaraço da SFDA; quarentena agrícola do CCGRegistro de importador e produto na SFDA
UE (DE, FR, ES, IT)TARIC (NC de 8 dígitos, TARIC de 10) + Access2MarketsCertificado fitossanitário pelo Regulamento (UE) 2019/2072Registro de empresa alimentar; padrões de comercialização (2023/2429)
Reino UnidoUK Trade TariffCategorias de risco do Plant Health Portal; IPAFFSRegistro na autoridade local; padrões de comercialização (HMI)
Estados UnidosHarmonized Tariff Schedule da USITCUSDA APHIS — base ACIRAviso prévio da FDA, registro de instalação, FSVP; AMS Section 8e
CanadáTarifa aduaneira da CBSACFIA — AIRSLicença de importação SFC; associação à DRC
MéxicoTarifa da LIGIE (8 dígitos + NICO de 2 dígitos)SENASICA — módulo de requisitos MCRFINão confirmado nesta revisão (cadastro de importadores do SAT, COFEPRIS)
BrasilClassif da Receita Federal — NCM (8 dígitos)MAPA — produtos autorizados PVIA, VigiagroTratamento administrativo no Classif; padrões oficiais de classificação do MAPA

Japão

O Japão publica uma única tarifa com colunas de alíquota geral, da OMC e de acordos, e realiza os controles fitossanitários e de higiene dos alimentos como dois procedimentos separados.

  • Consulta tarifária — o "Japan's Tariff Schedule (Statistical Code for Import)" da Alfândega do Japão: escolha a edição vigente na sua data de importação; as linhas mostram o código SH de seis dígitos mais um código estatístico de três dígitos, com colunas separadas para alíquota geral, da OMC e de acordos.
  • Notas do SH — o capítulo 07 cobre hortaliças comestíveis e certas raízes e tubérculos, e o capítulo 08 frutas e castanhas comestíveis e cascas de cítricos ou melões, de modo que ambos incluem formas não frescas. Algumas linhas de frutas do capítulo 08 são divididas por período de importação: use a linha e a data exatas, não um valor para o capítulo inteiro.
  • Sanidade vegetal — as Estações de Proteção Vegetal do MAFF exigem um certificado fitossanitário do governo exportador e uma inspeção na importação; algumas plantas são proibidas de certas origens e outras precisam de medidas adicionais. A base de condições de importação mostra as condições por planta e origem.
  • Segurança dos alimentos — alimentos importados para venda ou uso comercial devem ser notificados a uma estação de quarentena do MHLW a cada vez, com o formulário de notificação de importação de alimentos; os inspetores analisam os documentos e decidem se é preciso testar.
  • Rotulagem — a orientação da Agência de Assuntos do Consumidor diz que o produto fresco mostra seu nome comum e a origem, e o importado, o país de origem.
  • Não confirmado nesta revisão — uma licença geral de importação, o procedimento de prova de origem de cada acordo e o tratamento de cotas.

Coreia do Sul

A Coreia separa a tarifa (Serviço de Alfândegas da Coreia), a declaração de importação de segurança dos alimentos (MFDS) e a quarentena vegetal (APQA).

  • Consulta tarifária — o KCS Tariff D/B do Serviço de Alfândegas da Coreia pesquisa por código SH de dez dígitos ou nome da mercadoria; use a linha nacional, não um valor para o capítulo inteiro.
  • Segurança dos alimentos — o MFDS informa que uma instalação de alimentos estrangeira deve ser registrada antes da declaração de importação, e que importações comerciais para venda ou uso precisam de declaração de importação ao MFDS; ambos passam pelo portal Imported Food Information Maru.
  • Sanidade vegetal — a APQA decide quais combinações produto–origem podem entrar. Sua lista de programas de pré-inspeção em países exportadores é uma referência pública (para a África do Sul, lista laranjas, limões, mangas e uvas), mas não é uma lista completa de origens permitidas.
  • Não confirmado nesta revisão — as listas de frutas permitidas e proibidas da APQA (as páginas não abriram em 25 de outubro de 2026), as notas de capítulo coreanas, tarifas sazonais ou cotas e as regras de rotulagem de produtos frescos. Consulte a APQA e seu despachante antes de planejar uma nova origem.

China (continental)

Para frutas frescas, o acesso ao mercado é decidido pela GACC produto a produto e origem a origem, e o importador deve ter uma licença de quarentena antes de fechar contrato.

  • Consulta tarifária — não conseguimos abrir uma consulta tarifária oficial chinesa em 25 de outubro de 2026, por isso não informamos aqui o tamanho da linha nem a alíquota. Use as conferências da OMC e do ITC e confirme a linha com seu despachante aduaneiro.
  • Sanidade vegetal — pelas medidas da GACC para frutas importadas, o importador solicita uma Licença de Quarentena Animal e Vegetal de Entrada antes de assinar o contrato; cada embarque precisa do certificado fitossanitário original da autoridade exportadora, e as caixas devem indicar em chinês ou inglês o nome da fruta, a origem e o nome ou código da casa de embalagem. A Ordem n.º 283 da GACC altera essas medidas a partir de 1º de novembro de 2026.
  • Listas de acesso — o Departamento de Quarentena Animal e Vegetal da GACC publica a lista de produtos agrícolas com importação permitida, incluindo o catálogo de espécies de frutas frescas e países exportadores com acesso quarentenário (página atualizada em 19 de outubro de 2026). Um par fruta–origem ausente do catálogo não tem acesso confirmado.
  • Registro — o Anúncio 2025 n.º 219 da GACC (em vigor desde 15 de dezembro de 2025) exige que importadores de produtos do catálogo de registro da GACC comprem de empresas estrangeiras com registro em situação normal e informem o número de registro chinês de cada empresa na declaração. A Ordem n.º 280 substituiu a Ordem n.º 248 para fabricantes estrangeiros de alimentos em 1º de junho de 2026 e deixa os produtos agrícolas comestíveis primários para regras separadas.
  • Não confirmado nesta revisão — a consulta tarifária oficial, a lista de acesso de hortaliças frescas e se as normas nacionais de rotulagem se aplicam a produtos frescos inteiros.

Índia

O desembaraço de alimentos importados na Índia é feito pela FSSAI junto com a alfândega; a quarentena vegetal é um procedimento separado.

  • Segurança dos alimentos — o Food Imports Manual da FSSAI estabelece que importadores de alimentos precisam de uma licença central e que o Food Import Clearance System (FICS) da FSSAI é integrado à alfândega (ICEGATE) para embarques encaminhados ao desembaraço sanitário.
  • Rotulagem — o manual trata a conformidade de embalagem e rotulagem como parte do exame de desembaraço; confira as normas de rotulagem do seu produto.
  • Não confirmado nesta revisão — a tarifa aduaneira oficial (CBIC/ICEGATE) e as páginas de importação da quarentena vegetal da Índia não puderam ser abertas em 25 de outubro de 2026, por isso não informamos aqui tamanho de linha, alíquota, licença ou lista de certificados. Consulte seu despachante e a autoridade de quarentena vegetal da Índia antes de fechar contrato.

Singapura

Singapura é o único mercado deste guia cuja autoridade aduaneira afirma claramente que alimentos não são uma categoria tributável — o trabalho está nas regras da agência de alimentos.

  • Imposto — a Alfândega de Singapura lista quatro categorias tributáveis (bebidas alcoólicas, produtos de tabaco, veículos automotores e derivados de petróleo e misturas de biodiesel) e afirma: "Goods not subject to customs or excise duty are non-dutiable, although GST may still apply unless exempted." (Mercadorias não sujeitas a imposto aduaneiro ou especial não são tributáveis, embora o GST ainda possa se aplicar, salvo isenção.) (página atualizada em 9 de março de 2026).
  • Escopo — a Singapore Food Agency (SFA) trata produtos frescos inteiros como frutas e hortaliças frescas, enquanto produtos cortados, descascados, enlatados ou congelados seguem os requisitos de alimentos processados.
  • Entrada — a SFA permite frutas e hortaliças frescas de qualquer país, sujeitas aos seus requisitos de resíduos de agrotóxicos e químicos, e exige o cumprimento das Control of Plants (Import and Transhipment of Fresh Fruits and Vegetables) Rules antes do pedido de permissão de importação.
  • Importador — empresas que importam alimentos regulados pela SFA devem estar registradas na ACRA, ativar uma conta aduaneira e concluir o acordo GIRO da SFA; as licenças e permissões necessárias dependem da classificação do alimento.
  • Rotulagem — cada caixa ou cesto de frutas ou hortaliças frescas deve trazer o nome e o endereço do produtor, uma descrição do produto e a data de exportação ou de embalagem.
  • Conferência — a ferramenta de classificação de alimentos e a busca de agrotóxicos da SFA.

Emirados Árabes Unidos

Os EAU aplicam uma tarifa baseada na do CCG e fazem a liberação fitossanitária pelo MOCCAE; o registro de alimentos é feito por emirado (em Dubai, pelo Município de Dubai).

  • Consulta tarifária — o Central Customs Tariff System da ICP acrescenta dígitos nacionais e do CCG ao código SH de seis dígitos, até doze dígitos.
  • Declaração sobre o imposto — o portal oficial do Governo dos EAU afirma que o imposto aduaneiro em Dubai é, em geral, de 5% do valor CIF, com exceções indicadas para álcool e cigarros (página atualizada em 14 de setembro de 2026). É uma declaração geral, não a conferência de uma linha de produto fresco — confirme sua linha na tarifa.
  • Sanidade vegetal — o serviço do MOCCAE de liberação de produtos agrícolas importados abrange frutas e hortaliças frescas: inspeção na chegada, certificado fitossanitário da autoridade do país exportador, documentos de transporte e aduaneiros e fatura ou lista de conteúdo; é preciso certificado de origem se o certificado fitossanitário não indicar a origem. Certificados de resíduos de agrotóxicos são exigidos para os países exportadores citados em circulares do MOCCAE.
  • Registro de alimentos e rótulos — o sistema do Município de Dubai separa o registro de itens alimentares, a avaliação de rótulos e o serviço combinado; a avaliação confere o rótulo com as normas dos EAU.
  • Não confirmado nesta revisão — uma linha de produto fresco na tarifa, isenções para linhas de alimentos e a norma exata de rotulagem em árabe para produtos a granel.

Arábia Saudita

A Arábia Saudita usa a tarifa integrada do CCG e exige que o importador e cada produto estejam registrados na SFDA.

  • Consulta tarifária — a página de tarifas integradas da ZATCA informa que a tarifa integrada do CCG de doze dígitos se aplica desde 1º de janeiro de 2025; os títulos de capítulo servem apenas de referência, e a classificação segue os textos das posições e as notas.
  • Sanidade vegetal — as condições de desembaraço de hortaliças e frutas frescas da SFDA exigem certificado fitossanitário (ou de reexportação) da autoridade oficial do país de origem ou exportador, com a declaração aduaneira, a fatura, o romaneio e o certificado de origem. Os embarques devem cumprir a lei de quarentena agrícola do CCG e podem ser amostrados.
  • Registro — a SFDA exige que importador e produtos estejam registrados em seus sistemas eletrônicos; seu guia de produtos frescos descreve a conta, o registro comercial e os dados e imagens do produto.
  • Rotulagem — a SFDA remete as declarações de produtos frescos às normas de rotulagem e embalagem SFDA/GSO; seu guia de registro lista o nome do item, o peso, o texto em árabe (com inglês quando aplicável), o país de origem e a empresa produtora, com "fresco" ao lado do nome.
  • Não confirmado nesta revisão — uma licença prévia separada do Ministério da Agricultura (MEWA) e uma lista de origens aprovadas por produto.

União Europeia — Alemanha, França, Espanha e Itália

Os quatro mercados da UE compartilham uma tarifa aduaneira, um regime fitossanitário e um conjunto de padrões de comercialização; o IVA e os serviços nacionais de inspeção são diferentes.

  • Consulta tarifária — use a TARIC com o código do produto, a origem e a data de importação; a Nomenclatura Combinada tem códigos de oito dígitos e a TARIC acrescenta medidas da UE em dez dígitos. O Access2Markets mostra o mesmo caminho por origem. Uma alíquota preferencial exige as regras de origem do acordo e a prova de origem, não apenas o país de expedição.
  • Preços de entrada — a Comissão descreve um sistema de preços de entrada para certas frutas e hortaliças, com valores forfetários de importação; confira as medidas TARIC por data em vez de um único imposto para o capítulo inteiro.
  • Sanidade vegetal — frutas e hortaliças de países de fora da UE geralmente precisam de certificado fitossanitário pelo Regulamento de Execução (UE) 2019/2072; a Comissão lista cinco frutas sem essa exigência — abacaxis, cocos, durians, bananas e tâmaras. Os controles oficiais do Regulamento (UE) 2017/625 usam o Documento Sanitário Comum de Entrada (DSCE/CHED) para remessas controladas, e alguns pares produto–origem têm proibições ou condições especiais.
  • Segurança dos alimentos — as empresas do setor alimentar registram seus estabelecimentos na autoridade competente (Regulamento (CE) n.º 852/2004); os resíduos de agrotóxicos devem respeitar os limites do Regulamento (CE) n.º 396/2005, que o certificado fitossanitário não cobre.
  • Padrões de comercialização e rótulos — o Regulamento Delegado (UE) 2023/2429 estabelece os padrões de comercialização (substituindo o Regulamento 543/2011 e aplicável desde 1º de janeiro de 2025, segundo a BLE da Alemanha) e o Regulamento de Execução (UE) 2023/2430 rege os controles de conformidade baseados em risco. O produto fresco deve mostrar a origem e, conforme os padrões específicos, dados como categoria, variedade ou calibre.
  • IVA — definido por cada Estado-membro e separado do imposto de importação.
  • Contatos nacionais — Alemanha: BLE para padrões de comercialização; Espanha: pontos de entrada fitossanitários do MAPA; Itália: o Servizio Fitosanitario Nazionale e seus postos de controle fronteiriço. As páginas de inspeção de importação da França não puderam ser abertas em 25 de outubro de 2026.

Reino Unido (Grã-Bretanha)

A Grã-Bretanha usa sua própria tarifa e suas próprias categorias de risco fitossanitário, com datas diferentes para mercadorias da UE e de fora da UE. A Irlanda do Norte não é tratada aqui.

  • Consulta tarifária — o UK Trade Tariff traz códigos de mercadoria, imposto, IVA e medidas de importação; o HMRC observa que só os seis primeiros dígitos são comuns internacionalmente.
  • Sanidade vegetal — o Plant Health Portal (atualizado em 14 de outubro de 2026) define quatro níveis de risco: alto e médio A exigem certificado fitossanitário, pré-notificação no IPAFFS e controles em posto de controle fronteiriço ou ponto de controle; médio B exige certificado sem pré-notificação; baixo risco é isento de controles fitossanitários. A flexibilização para frutas e hortaliças de risco médio da UE, Suíça e Liechtenstein está prevista para terminar em 31 de janeiro de 2028.
  • Padrões de comercialização — importações diretas de fora da UE sujeitas aos padrões específicos precisam de certificado de conformidade; o GOV.UK (atualizado em 17 de setembro de 2026) informa que não se esperam controles de padrões de comercialização sobre frutas e hortaliças da UE antes de 1º de fevereiro de 2027 — um regime e uma data diferentes da flexibilização fitossanitária.
  • Empresa de alimentos — empresas de alimentos se registram na autoridade local antes de começar a operar; o registro é separado da notificação na fronteira.
  • Rotulagem — o país de origem é escrito por extenso, não como bandeira ou abreviação, com categoria e variedade quando o padrão exigir.

Estados Unidos

A entrada de produtos frescos nos EUA combina a tarifa (USITC), as condições fitossanitárias (USDA APHIS), as regras de segurança dos alimentos (FDA) e, para alguns produtos, regras de classificação (USDA AMS).

  • Consulta tarifária — a busca on-line e os arquivos por capítulo do Harmonized Tariff Schedule da USITC (edição 2026); os capítulos 7 e 8 também incluem produtos não frescos.
  • Sanidade vegetal — o APHIS direciona importadores de frutas e hortaliças frescas à sua base Agricultural Commodity Import Requirements (ACIR), em que os requisitos variam por produto e origem; as licenças são solicitadas pelo APHIS eFile. Um produto ainda não aprovado precisa de um pedido de importação de produto.
  • Regras de classificação — pela Section 8e, certas importações, como abacates, toranjas, uvas de mesa, kiwis, cebolas, laranjas, batatas irlandesas e tomates de campo, devem atender a padrões comparáveis aos nacionais de classificação, tamanho, qualidade e maturação e são inspecionadas.
  • Segurança dos alimentos — a FDA afirma que os importadores são responsáveis por alimentos seguros, higiênicos e corretamente rotulados, e descreve o registro de instalações de alimentos (com isenções, inclusive para fazendas), o aviso prévio de embarques e o Foreign Supplier Verification Program (FSVP).
  • Rotulagem — a CBP exige que artigos estrangeiros sejam marcados com o nome em inglês do país de origem, salvo exceção; alimentos têm regras adicionais de rotulagem da FDA.

Canadá

O Canadá exige licença para importar frutas e hortaliças frescas, e sua ferramenta de referência AIRS combina produto, origem e uso final.

  • Consulta tarifária — a tarifa aduaneira da CBSA em vigor desde 1º de janeiro de 2026; as decisões antecipadas dão uma classificação de dez dígitos. O tratamento preferencial depende das regras de origem, da prova de origem e das condições de transporte.
  • Sanidade vegetal — a CFIA informa que algumas frutas e hortaliças precisam de certificação fitossanitária ou licença de importação; o AIRS mostra os requisitos por produto, origem, província de destino e uso final e é uma ferramenta de referência, não a lei em si.
  • Licença do importador — importadores de frutas e hortaliças frescas precisam de licença pelas Safe Food for Canadians Regulations (SFC) e, salvo as exceções listadas, de associação à Fruit and Vegetable Dispute Resolution Corporation (DRC). Maçãs, cebolas e batatas precisam de certificado de inspeção que comprove a qualidade mínima canadense, a rotulagem e a embalagem.
  • Rotulagem — produtos frescos pré-embalados para o consumidor geralmente trazem as informações obrigatórias em inglês e francês; outros pré-embalados precisam de ao menos um idioma oficial, e quantidade líquida, nome comum, categoria e país de origem são tratados no guia da CFIA.

México

A tarifa e os requisitos fitossanitários do México são publicados on-line; o cadastro de importadores e as regras de segurança dos alimentos não foram confirmados nesta revisão.

  • Consulta tarifária — a tarifa da LIGIE no SNICE: uma fração tarifária de oito dígitos mais um número de identificação comercial NICO de dois dígitos, com notas nacionais, material sobre cotas tarifárias e alterações a ler junto com a linha.
  • Sanidade vegetal — o módulo de requisitos fitossanitários de importação de mercadorias de origem vegetal (MCRFI) do SENASICA é pesquisado por combinação de produto e origem.
  • Rotulagem — o portal de NOMs de informação comercial do SNICE leva da fração tarifária às normas de rotulagem aplicáveis; não presuma que as regras de alimentos pré-embalados valem para todos os produtos frescos.
  • Não confirmado nesta revisão — o cadastro de importadores do SAT (a página recusou o acesso em 25 de outubro de 2026), os requisitos da COFEPRIS e o alcance da NOM-051 para produtos frescos.

Brasil

O Brasil classifica mercadorias na NCM do Mercosul e permite ao importador consultar tributos e tratamento administrativo em uma única ferramenta da Receita Federal; o acesso de produtos vegetais é decidido pelo MAPA.

  • Consulta tarifária — o Sistema Classif da Receita Federal mostra a NCM, seu tratamento tributário, as notas legais e o tratamento administrativo (licenças, autorizações e proibições); os códigos NCM têm oito dígitos, e os seis primeiros seguem o SH.
  • Sanidade vegetal — o MAPA faz a fiscalização agropecuária internacional pelo Vigiagro; produtos vegetais regulados devem constar da sua lista de produtos de importação autorizada (PVIA), e um par produto–origem ausente geralmente precisa antes de uma análise de risco de pragas.
  • Padrões de classificação — quando existe um padrão oficial brasileiro de classificação para um produto vegetal, o MAPA informa que o produto importado deve ser classificado conforme esse padrão.
  • Não confirmado nesta revisão — a habilitação do importador, eventual papel da ANVISA para produtos frescos e os detalhes de rotulagem em português para cada produto.

O que a Global B2B Group faz — e não faz — com essas regras

O que fazemos

  • Monta sua solicitação a partir da linha SH, da origem e do destino que você informar, sem custo para o comprador
  • Pergunta aos fornecedores quais documentos fitossanitários, de registro e de rotulagem a oferta inclui e mostra o que falta
  • Devolve ofertas comparáveis, com cada preço identificado como cotação do fornecedor ou estimativa

O que não fazemos

  • Classificar mercadorias, registrar declarações, solicitar licenças ou atuar como importador de registro
  • Confirmar alíquotas, preferências ou acesso ao mercado para um embarque — isso cabe ao seu despachante e à autoridade
  • Cultivar, embalar, exportar, vender ou manter estoque de qualquer produto

Checklist para levar à sua solicitação de cotação

  • Produto, variedade e condição (fresco ou refrigerado, inteiro ou cortado) e o código SH de seis dígitos que você acredita se aplicar
  • Mercado e porto de destino, e a linha tarifária nacional confirmada pelo seu despachante — ou uma nota de que ainda falta confirmar
  • Origens que você aceita e se pretende usar uma preferência de acordo comercial (e qual prova de origem será necessária)
  • Janela de importação por semana, para conferir linhas divididas por data, medidas sazonais ou preços de entrada
  • Rota fitossanitária de cada origem: acesso confirmado na lista oficial do destino, se é preciso licença e a redação do certificado fitossanitário
  • Registro exigido pelo destino (exportador, instalação, pomar ou casa de embalagem) e os números que você pedirá aos fornecedores
  • Limites de resíduos para os testes — os do destino, não os da origem
  • Padrão de comercialização, categoria e calibre, e o idioma e os dados do rótulo para caixas e embalagens de consumo
  • Incoterms® e quem paga o imposto, o IVA ou GST e as taxas de desembaraço
  • Volumes por embarque e por safra ou ano (os programas começam em USD 250,000 por ano ou safra)
  • Quem atuará como importador de registro e qual despachante fará o desembaraço

Nossa equipe transforma esses pontos em uma única solicitação revisada e procura fornecedores adequados em seu nome. O comprador não paga nada; os programas de suprimento começam em US$ 250.000 por ano ou safra, e cada exigência é confirmada por embarque, nunca presumida.

Perguntas frequentes

Quais capítulos do SH cobrem frutas e hortaliças frescas?

O capítulo 07 cobre hortaliças comestíveis e certas raízes e tubérculos, e o capítulo 08 frutas e castanhas comestíveis e cascas de cítricos ou melões. Ambos também incluem formas não frescas, então a condição do produto (fresco, refrigerado, congelado, seco) define a linha. Só os seis primeiros dígitos são comuns internacionalmente; cada mercado acrescenta os seus.

Orientação oficial: HMRC — finding commodity codes

Onde encontro o imposto de importação oficial do meu produto?

Na tarifa oficial do destino, para sua linha nacional exata, origem e data de importação: por exemplo, a TARIC na UE, o UK Trade Tariff, o Harmonized Tariff Schedule da USITC, a tarifa aduaneira da CBSA, a tarifa da Alfândega do Japão ou o KCS Tariff D/B. O WTO Tariff & Trade Data e o ITC Market Access Map são úteis para conferir, mas a declaração usa a tarifa nacional.

Orientação oficial: European Commission — EU Customs Tariff (TARIC)

Um acordo de livre comércio significa imposto zero para minha fruta?

Só se a mercadoria cumprir as regras de origem desse acordo e o importador tiver a prova de origem exigida; o país de onde ela é embarcada não basta. Confira a preferência na tarifa do destino e confirme a prova com seu despachante antes de precificar o negócio.

Orientação oficial: European Commission — Access2Markets: rules of origin

Todas as frutas e hortaliças frescas precisam de certificado fitossanitário?

A maioria precisa, mas cada destino define as regras por produto e origem. A UE, por exemplo, lista cinco frutas sem essa exigência — abacaxis, cocos, durians, bananas e tâmaras —, e a Grã-Bretanha vincula a exigência a uma categoria de risco. O certificado cobre apenas a sanidade vegetal, não resíduos de agrotóxicos nem rótulos.

Orientação oficial: European Commission — trade in plants from non-EU countries

Produtos frescos entram sem imposto em Singapura e nos EAU?

A Alfândega de Singapura lista apenas quatro categorias tributáveis — bebidas alcoólicas, tabaco, veículos automotores e derivados de petróleo — e diz que as demais mercadorias não são tributáveis, embora o GST possa se aplicar. Para os EAU, o portal do governo afirma que o imposto aduaneiro em Dubai é, em geral, de 5% do valor CIF, com exceções indicadas; confira sua linha na tarifa da ICP.

Orientação oficial: Singapore Customs — duties and dutiable goods overview

A Global B2B Group pode me dizer o imposto do meu embarque?

Não. Somos um serviço de suprimento do lado do comprador, não um despachante aduaneiro nem o importador de registro. Montamos sua solicitação a partir da linha, da origem e do destino que seu despachante confirmar, perguntamos aos fornecedores quais documentos as ofertas incluem e devolvemos ofertas comparáveis. O serviço é gratuito para compradores, para programas a partir de USD 250,000 por ano ou safra, e o contato com os fornecedores é feito pela nossa equipe.

Este guia está atualizado até quando?

As páginas oficiais foram consultadas em 25 de outubro de 2026. Quando uma página não pôde ser aberta, a seção diz isso em vez de supor. Tarifas, listas de acesso e regras de registro mudam, então confirme cada ponto para o seu embarque antes de fechar contrato.

Fontes

Este guia resume fontes oficiais para planejar uma solicitação de compra. Não é assessoria jurídica, aduaneira nem de certificação; as regras mudam e dependem do produto, do código NCM/SH, da origem, do destino e da data — confirme com a autoridade, a certificadora ou seu despachante antes do embarque.